Exemplos de benchmarking de custos por setor no Brasil

Exemplos de benchmarking de custos por setor no Brasil

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Principais lições deste artigo

  • Fazer benchmarking de custos energéticos ajuda a identificar se a empresa paga mais que concorrentes do mesmo setor pelo mesmo insumo.

  • No Brasil de 2026, a energia elétrica representa parcela relevante do OPEX em diversos setores e precisa ser comparada com referências setoriais.

  • Empresas do Grupo A podem migrar ao mercado livre de energia sem consumo mínimo e passar a trabalhar com maior previsibilidade de preço.

  • Realizar análise de viabilidade, negociar contrato e gerir a migração são etapas críticas para capturar economia real no custo por MWh.

  • Para transformar esses insights em resultados concretos, fale com a Serena Energia.

Tabelas comparativas de custos operacionais por setor (2026)

A tabela a seguir reúne referências qualitativas de peso da energia elétrica no OPEX por setor no Brasil em 2026. Use essa visão para identificar se o peso da energia na sua empresa está alinhado ao esperado para o seu segmento. Um desvio relevante indica uma oportunidade de investigação e de redução de custo.

Os intervalos refletem a heterogeneidade dentro de cada segmento, já que empresas com operação mais intensiva tendem ao limite superior da faixa. Esses valores funcionam como referências consolidadas de mercado para orientar o exercício de benchmarking e precisam ser validados com os dados reais da sua operação.

Setor

Peso estimado da energia no OPEX

Principal driver de consumo

Manufatura pesada (cimento, aço)

Relevante, varia por processo

Fornos, laminação, compressores

Manufatura leve (bens de consumo)

Relevante, varia por processo

Linhas de montagem, iluminação industrial

Alimentos e bebidas

Relevante, varia por processo

Refrigeração, pasteurização, envase

Farmacêutico

Relevante, varia por processo

Salas limpas, climatização controlada, P&D

Logística e armazenagem

Relevante, varia por operação

Câmaras frias, movimentação, iluminação

Varejo físico

Relevante, varia por formato de loja

Climatização, iluminação, refrigeração

Facilities e shoppings

Relevante, varia por área e ocupação

HVAC, elevadores, iluminação comum

Serviços e SaaS (data centers)

Relevante, varia por densidade computacional

Servidores, resfriamento de TI

A leitura correta dessa tabela não é comparar setores entre si, pois cada um tem uma estrutura de custos distinta. O objetivo é posicionar a energia dentro do OPEX do seu próprio setor e avaliar se o valor pago por MWh está alinhado ao que empresas similares praticam no mercado livre de energia.

Como usar os benchmarks para avaliar a migração ao mercado livre de energia?

O benchmarking de custos energéticos tem valor prático quando orienta uma decisão concreta. No contexto brasileiro de 2026, a decisão mais relevante para empresas do Grupo A, com fornecimento em média e alta tensão, é avaliar a migração para o mercado livre de energia.

As cinco etapas a seguir transformam os dados da tabela anterior em uma avaliação estruturada de viabilidade e ajudam a determinar se a migração reduz o custo por MWh da sua operação:

1. Mapear o custo atual por MWh. Divida o total pago em energia, incluindo encargos e tributos, pelo consumo em MWh dos últimos 12 meses. Esse valor é o ponto de partida para qualquer comparação, sem ele não é possível saber se a empresa paga mais ou menos que o mercado.

2. Comparar com referências setoriais. Com o custo por MWh calculado, use a tabela anterior para identificar se o peso da energia no seu OPEX está acima ou abaixo do esperado para o seu segmento. Uma empresa de alimentos e bebidas com custo de energia muito acima da faixa típica do setor tem um sinal claro de ineficiência a investigar, e esse sinal justifica avançar para a análise de viabilidade.

3. Solicitar um estudo de viabilidade. Com os dados de consumo em mãos e a indicação de que há espaço para redução, uma comercializadora experiente projeta a economia potencial no mercado livre de energia. Qualquer empresa do Grupo A é elegível, independentemente do volume.

4. Avaliar preço, prazo e fonte. No mercado livre de energia, a empresa negocia diretamente preço, prazo e volume com o fornecedor. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, o que significa que a migração é um processo comercial e contratual, sem risco de interrupção no fornecimento por causa da mudança de modelo.

5. Iniciar o processo com antecedência. Começar a migração com antecedência permite capturar mais cedo a diferença de custo entre o mercado cativo e o mercado livre de energia. Essa antecipação também abre espaço para negociar contratos em janelas de mercado mais favoráveis.

A Serena Energia conduz esse processo de forma gerenciada, sem custo adicional para o cliente: da análise de viabilidade ao registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), passando pela instalação dos equipamentos de medição e pela gestão mensal após a migração.

Exemplos práticos por setor e o peso da energia no OPEX

Manufatura pesada: Setores como cimento e aço operam com fornos e equipamentos de alta potência em regime contínuo. Para esse perfil, qualquer redução no custo por MWh tem impacto direto e relevante na margem operacional. A migração ao mercado livre de energia, com contratos de preço acordado antecipadamente por três a cinco anos, cria uma linha de custo mais previsível no orçamento.

Alimentos e bebidas: Empresas do segmento de bebidas, com clientes como a Heineken no portfólio da Serena Energia, dependem de refrigeração, pasteurização e envase em escala. A operação 24 horas eleva o consumo e torna o custo de energia uma variável crítica para a formação do preço do produto final. O mercado livre de energia permite negociar volume e prazo alinhados ao ciclo produtivo da empresa.

Farmacêutico: Salas limpas e climatização controlada exigem fornecimento estável e de qualidade. A Eurofarma, que também integra o portfólio da Serena Energia, mostra como empresas do setor combinam redução de custo com certificação de energia renovável I-REC para atender às exigências de ESG de cadeias globais de fornecimento.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Logística e armazenagem: Câmaras frias e movimentação de cargas respondem por uma parcela relevante do consumo elétrico em centros de distribuição. Trabalhar com custo de energia mais previsível no mercado livre de energia facilita o planejamento de contratos de longo prazo com clientes e a formação de preço dos serviços logísticos.

Varejo físico e facilities: Climatização e iluminação são os principais vetores de consumo. Redes com múltiplas unidades podem consolidar o consumo de diferentes pontos em um único contrato no mercado livre de energia. Essa consolidação simplifica a gestão e aumenta o poder de negociação.

Serviços e SaaS: Data centers e empresas de tecnologia com infraestrutura própria têm no resfriamento de servidores um consumo crescente. A certificação I-REC, disponível com a Serena Energia, permite declarar consumo 100% renovável em relatórios de sustentabilidade, requisito cada vez mais presente em contratos com clientes corporativos globais.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Perguntas frequentes sobre benchmarking, energia e mercado livre de energia

O que diferencia o benchmarking de energia do benchmarking de custos geral?

O benchmarking de custos geral compara linhas como pessoal, manutenção, logística e tecnologia. O benchmarking de energia foca especificamente no custo por MWh consumido e no peso da conta de luz dentro do OPEX total.

Essa granularidade é necessária porque a energia tem dinâmica própria, influenciada pelo perfil de consumo, pelo horário de uso, pelo tipo de contrato e pela fonte de fornecimento.

Empresas que fazem benchmarking de energia conseguem identificar se pagam mais do que concorrentes pelo mesmo insumo e avaliar se a migração ao mercado livre de energia é viável para reduzir essa diferença.

Qualquer empresa pode migrar para o mercado livre de energia?

Desde janeiro de 2024, qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, o chamado Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. Não existe consumo mínimo.

A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente, avaliando as faturas e o perfil de consumo da empresa para projetar a economia potencial e conduzir o processo de migração sem custo adicional para o cliente.

A migração ao mercado livre de energia representa risco operacional?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. Como mencionado anteriormente, a distribuidora local mantém a responsabilidade pela entrega física da eletricidade e pela qualidade da rede. A única mudança é de quem a empresa compra a energia.

No mercado livre de energia, a empresa negocia preço, prazo e volume diretamente com o fornecedor, como a Serena Energia, enquanto a distribuidora continua responsável pelos fios e pela continuidade do fornecimento físico.

O que é o I-REC e por que ele importa para o benchmarking de ESG?

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede.

Para empresas que fazem benchmarking de indicadores ESG, especialmente emissões de Escopo 2, o I-REC é o instrumento que permite declarar consumo 100% renovável em relatórios de sustentabilidade.

A Serena Energia emite I-RECs para seus clientes no mercado livre de energia e rastreia a energia desde os parques eólicos até o consumidor final.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Como a Serena Energia conduz o processo de migração na prática?

O processo começa com uma análise das faturas e do perfil de consumo da empresa.

Após a definição do contrato, tipicamente de cinco anos, com preço acordado antecipadamente, a Serena Energia conduz as etapas burocráticas: notificação à distribuidora, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), instalação dos equipamentos de medição e gestão mensal após a entrada no mercado livre de energia.

Depois da migração, o cliente passa a receber duas faturas, uma de energia e outra de distribuição, e conta com um consultor dedicado para acompanhamento contínuo.

Conclusão: transforme seus custos de energia em vantagem competitiva

Fazer benchmarking de custos por setor é uma forma objetiva de diagnóstico. Esse processo mostra onde a empresa está em relação aos pares e indica onde a ação é mais urgente.

Para empresas do Grupo A no Brasil em 2026, a energia elétrica é uma das linhas de OPEX com maior potencial de redução de custo e o mercado livre de energia é um caminho direto para transformar esse diagnóstico em resultado concreto.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia, preço acordado antecipadamente por contrato, certificação I-REC e gestão completa do processo, sem custo adicional para o cliente.

Com mais de 17 anos de história e um portfólio que inclui os clientes mencionados ao longo deste artigo, a Serena Energia reúne solidez e experiência que diretores financeiros e controllers buscam em uma decisão dessa magnitude.

Transforme o diagnóstico em resultado, fale com nossos consultores e inicie sua migração.