Principais lições deste artigo
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Despesas fixas, como energia elétrica, aluguel e folha de pagamento, consomem uma parcela relevante da receita. Um benchmarking estruturado revela oportunidades concretas de redução.
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O processo em 7 etapas com padronização do plano de contas, coleta de dados, construção de métricas, comparação com quartis, identificação de gaps, integração ao OBZ e monitoramento cria comparações consistentes e resultados sustentáveis.
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Métricas como EUI (kWh/m²/ano), custo por unidade produzida e fator de carga permitem comparar unidades entre si e com o mercado, facilitando a priorização de intervenções.
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Empresas do Grupo A podem reduzir custos ao migrar para o mercado livre de energia, substituindo bandeiras tarifárias por contratos de longo prazo com preço acordado antecipadamente.
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Para implementar o benchmarking e avaliar a migração para o mercado livre de energia, entre em contato com a Serena Energia.
Pré-requisitos para começar o benchmarking
O benchmarking de despesas fixas exige coordenação entre áreas, histórico de dados e medição adequada.
Equipes envolvidas: controladoria, facilities ou operações e sustentabilidade precisam atuar de forma integrada. A controladoria cuida da padronização contábil e da análise de variância. Facilities ou operações fornecem dados de consumo e demanda. A área de sustentabilidade conecta o processo a metas ESG e certificados I-REC.
Essa divisão de responsabilidades assegura que todas as informações relevantes estejam disponíveis.
Documentos necessários: a empresa deve reunir 12 meses de faturas de energia elétrica, um plano de contas atualizado, dados de receita por unidade de negócio e histórico de demanda contratada versus demanda medida. Sem esse histórico completo, as comparações entre períodos e unidades perdem consistência e reduzem a confiabilidade dos resultados.
Medição horária: a medição em intervalo de horário é indispensável para separar custos de consumo (kWh) de custos de demanda (kW). Essa medição permite calcular o fator de carga, que corresponde ao total de kWh dividido pelo pico de kW multiplicado pelas horas do período. Essa métrica é central no benchmarking energético e apoia decisões sobre demanda contratada e uso da infraestrutura.

Visão geral do processo em 7 etapas
Com os pré-requisitos atendidos, o processo de benchmarking segue 7 etapas sequenciais, cada uma com responsável definido e critérios de aceite claros.
O fluxo parte da padronização do plano de contas, passa pela coleta e normalização de dados, construção de métricas relativas, comparação com referências externas, identificação de gaps, integração com o Orçamento Base Zero e termina com monitoramento contínuo.
Esse encadeamento reduz retrabalho e facilita a adoção do processo pelas áreas envolvidas.
Passo a passo: como fazer benchmarking de despesas fixas
Etapa 1 — Padronizar o plano de contas
O objetivo é garantir que todas as unidades classifiquem despesas fixas da mesma forma.
Para alcançar esse objetivo, a controladoria deve mapear cada conta contábil em uma categoria padronizada, como energia, aluguel, folha fixa, TI e seguros.
Essa padronização cria uma base comum para comparação. Sem esse alinhamento, classificações divergentes entre filiais geram comparações inválidas e tornam o benchmarking pouco útil.
Etapa 2 — Coletar e normalizar dados de consumo
O objetivo é criar uma base de dados comparável entre sites e períodos. Para energia elétrica, a empresa deve separar custos controláveis, como kWh consumido, kW de demanda e ajustes de combustível, de encargos fixos de distribuição e transmissão.
Em seguida, deve normalizar os dados pelo indicador de intensidade energética, como EUI em kWh por m² ou kWh por unidade produzida. Aqui, facilities e controladoria compartilham a responsabilidade por essa etapa.
A ausência de medição horária limita o cálculo do fator de carga e dificulta a identificação de picos de demanda, o que reduz a precisão das análises.

Etapa 3 — Construir métricas relativas
O objetivo é converter valores absolutos em KPIs comparáveis entre unidades de portes diferentes. As métricas a seguir normalizam custos por área, produção ou headcount e permitem posicionar cada site em relação ao benchmark interno.
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Despesa fixa |
Métrica relativa |
Unidade |
|---|---|---|
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Energia elétrica |
EUI (intensidade energética) |
kWh/m²/ano |
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Energia elétrica |
Custo por unidade produzida |
R$/unidade |
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Aluguel |
Custo por m² ocupado |
R$/m²/mês |
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Folha fixa |
Custo por colaborador |
R$/FTE/mês |
Etapa 4 — Comparar com referências externas e quartis
O objetivo é posicionar cada unidade em relação ao mercado e às demais unidades da empresa. O benchmarking energético aplica análise comparativa a dados de consumo e utilidades para reduzir custos e melhorar eficiência.
Unidades no primeiro quartil, com melhor desempenho, servem como referência interna. Unidades no quarto quartil indicam prioridade de intervenção. Controladoria e facilities conduzem essa análise em conjunto.
Comparar unidades de portes muito diferentes sem ajuste de escala distorce os resultados e pode direcionar investimentos para os locais errados.

Etapa 5 — Identificar gaps e causas-raiz
O objetivo é separar ineficiências operacionais de ineficiências contratuais. Ineficiências operacionais envolvem equipamentos, horários de operação e manutenção. Ineficiências contratuais envolvem modalidade tarifária e escolha do fornecedor de energia.
Uma auditoria formal que examina faturas históricas, padrões de demanda de pico e desempenho de equipamentos identifica quais medidas de eficiência geram economia efetiva. Aqui, facilities e sustentabilidade lideram essa etapa e conectam os achados a projetos de eficiência e metas ESG.
Etapa 6 — Integrar resultados ao Orçamento Base Zero
O objetivo é usar os gaps identificados como base para justificar ou eliminar cada linha de despesa fixa.
No modelo ZBT da BCG, líderes utilizam workshops para avaliar cada linha de gasto a partir de múltiplas perspectivas, incluindo a comparação com referências internas e externas. Integrar benchmarking ao processo orçamentário aumenta a transparência, melhora a validação de premissas e ajuda a definir metas de custo mais competitivas.
Controladoria e diretoria financeira são responsáveis por essa integração e pela tradução dos achados em metas orçamentárias.
Etapa 7 — Monitorar continuamente
O objetivo é manter as reduções obtidas e evitar o retorno gradual de custos. Uma estratégia eficaz de gestão energética inclui governança definida, coleta de dados padronizada entre sites, metas trimestrais vinculadas a projetos e uma fonte única de verdade para faturas e dados de intervalo.
Controladoria e facilities compartilham a responsabilidade por esse monitoramento. A cadência recomendada inclui revisão mensal de KPIs e revisão completa trimestral, com ajustes de metas quando necessário.
Erros comuns e como evitar
Mesmo com um processo estruturado, alguns erros recorrentes reduzem a qualidade do benchmarking. Conhecer esses pontos de atenção ajuda a corrigi-los rapidamente.
Classificação incorreta de despesas: energia elétrica costuma ser lançada como despesa variável, embora a demanda contratada e os encargos de distribuição tenham natureza fixa. Separar as duas parcelas na etapa 2 corrige esse problema e melhora a leitura dos custos. Mesmo com a classificação correta, dados desatualizados ainda podem comprometer a análise.
Dados desatualizados: o uso de faturas com mais de 12 meses sem ajuste sazonal distorce o EUI. Atualizar a base a cada trimestre mantém a série histórica confiável. Além da atualização temporal, a normalização por porte também é essencial.
Ausência de ajuste por porte: comparar o custo absoluto de uma planta de 50.000 m² com uma de 5.000 m² sem normalizar por área ou produção invalida o benchmarking. A construção de métricas relativas na etapa 3 reduz esse risco e torna as comparações mais justas.
Desalinhamento entre áreas: quando controladoria e facilities usam definições diferentes de “demanda contratada” ou de outras variáveis, os KPIs divergem. Um glossário único, definido na etapa 1, reduz interpretações distintas e facilita a comunicação entre as áreas.
Checklist de validação: a empresa deve confirmar se todas as unidades usam o mesmo plano de contas, se os dados cobrem 12 meses completos, se as métricas estão normalizadas por área ou produção e se controladoria e facilities validaram os números em conjunto. Esse checklist funciona como etapa final de conferência antes da tomada de decisão.
Como verificar se o benchmarking está correto?
Um benchmarking bem estruturado produz evidências objetivas e reproduzíveis. Alguns KPIs funcionam como controle de qualidade do processo:
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Variação mês a mês do EUI: oscilações acima de 10% sem mudança operacional indicam erro de coleta ou de classificação.
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Despesas fixas como percentual da receita: uma referência prática é evitar que despesas fixas consumam mais da metade da receita, com ajustes conforme o setor.
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Fator de carga: valores consistentemente baixos sugerem demanda contratada acima do necessário e apontam oportunidade de revisão contratual.
A revisão trimestral permite comparar o desempenho atual com o baseline e ajustar metas antes do ciclo orçamentário seguinte. A BCG recomenda institucionalizar o zero-basing anual como etapa final do processo, com KPIs e um painel único para reduzir o retorno gradual de custos.
Para empresas do Grupo A, o gap entre o custo atual no mercado cativo e o custo potencial no mercado livre de energia é um dos indicadores mais acionáveis que o benchmarking pode revelar.
A Serena Energia oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia, assumindo todo o processo sem custo adicional para o cliente.

Opções avançadas e temas correlatos
Após estruturar o processo básico de benchmarking, empresas com operações mais complexas podem ampliar o escopo e a automação.
Multi-site: empresas com múltiplas unidades podem criar rankings internos por quartil de EUI e priorizar intervenções nas plantas do quarto quartil. Métricas consistentes de EUI, custo por área e fator de carga ajudam a classificar instalações e a identificar edifícios com maior potencial de economia após normalização climática.
Integração com ERP: conectar dados de fatura ao ERP permite automatizar o cálculo de variância entre custo planejado e realizado em cada fechamento mensal. Essa integração reduz trabalho manual da controladoria e acelera a identificação de desvios.
Certificados I-REC: empresas que migram para o mercado livre de energia com a Serena Energia podem solicitar Certificados de Energia Renovável (I-RECs) para cada MWh consumido. Esses certificados documentam a origem renovável da energia em relatórios de sustentabilidade e contribuem para a redução de emissões de Escopo 2.

Benchmarking de custos variáveis: após consolidar o benchmarking de despesas fixas, a empresa pode aplicar lógica semelhante a custos variáveis, como logística e insumos. Métricas como custo por unidade transportada ou custo por kg de matéria-prima permitem ampliar o escopo de eficiência.
Perguntas frequentes sobre benchmarking e migração para o mercado livre de energia
Minha empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia?
Sim. Qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, que caracteriza o Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. Não existe consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.
Quanto tempo leva a migração?
O processo regulamentar leva 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A Serena Energia conduz todas as etapas, incluindo documentação, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e adequação do sistema de medição, sem custo adicional ao cliente.
Quem dentro da empresa é responsável pelo processo de migração?
A decisão costuma ser liderada pelo diretor financeiro ou controller, com apoio de facilities para os dados técnicos de consumo e demanda. A Serena Energia assume a execução operacional, reduzindo a carga interna das equipes.
Existe risco de interrupção no fornecimento de energia após a migração?
Não. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. A migração é um processo comercial e contratual em que a empresa muda o fornecedor da energia, mas mantém a mesma infraestrutura de entrega.
Como o benchmarking de energia se conecta ao Orçamento Base Zero?
O benchmarking identifica o gap entre o custo atual e a referência de mercado. Esse gap torna-se uma justificativa objetiva para questionar a linha de energia no OBZ e direcionar a decisão de migrar para o mercado livre de energia, onde contratos de longo prazo com preço acordado antecipadamente reduzem a incerteza associada às bandeiras tarifárias.
Conclusão: o que você consegue estruturar após seguir este guia
Ao concluir as 7 etapas, a empresa passa a contar com um plano de contas padronizado entre todas as unidades, KPIs de despesas fixas normalizados por área, produção ou receita e um ranking interno por quartil que prioriza intervenções.
Os resultados ficam integrados ao ciclo de Orçamento Base Zero e o processo de monitoramento trimestral reduz o retorno gradual de custos.
Para empresas do Grupo A, o passo seguinte mais acionável é quantificar o gap entre o custo atual no mercado cativo e o potencial no mercado livre de energia.
A Serena Energia, entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece migração gerenciada, gestão contínua junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e certificados I-REC para clientes sob sua gestão.
Inicie a avaliação do seu potencial de economia com a Serena Energia.

