Principais lições deste artigo
-
Fixar o custo de energia no mercado livre de energia converte um gasto variável e sujeito a bandeiras tarifárias em um custo fixo e previsível por 3 a 5 anos.
-
Revisar contratos com fornecedores, ajustando indexadores e incluindo cláusulas de teto, reduz diretamente o impacto da inflação no CPV.
-
Otimizar o ciclo de conversão de caixa (DSO, DPO e estoques) libera capital de giro sem necessidade de crédito adicional em cenário de juros elevados.
-
Adotar precificação orientada a valor, gestão de estoques por demanda real, eficiência operacional, diversificação de fornecedores e instrumentos financeiros complementa a proteção de margens.
-
Para implementar a migração para o mercado livre de energia e proteger suas margens, fale com a Serena Energia.
1. Fixar o custo de energia no mercado livre de energia
No mercado cativo, as empresas compram energia com custos regulados pela ANEEL e ficam sujeitas a bandeiras tarifárias que encarecem a conta em períodos de escassez hídrica. No mercado livre de energia, a empresa negocia preço, prazo e volume diretamente com o fornecedor, o que elimina essa incerteza do orçamento.

A migração para o mercado livre de energia é o passo de maior impacto para empresas do Grupo A, pois transforma um custo variável e imprevisível em um custo fixo contratado. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, assim, a mudança ocorre apenas na esfera comercial e contratual.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história, oferece migração gerenciada sem custo adicional para o cliente, contratos tipicamente de 3 a 5 anos com preço acordado antecipadamente, uma única fatura de energia e I-RECs (International Renewable Energy Certificates) incluídos para comprovação de consumo 100% renovável.
A tabela abaixo apresenta as principais etapas da migração, os responsáveis por cada fase e os prazos estimados, o que facilita o planejamento da transição.

|
Etapa |
Responsável |
Prazo estimado |
|---|---|---|
|
Análise de viabilidade e faturas |
Serena Energia + CFO/Controller |
Até 5 dias úteis |
|
Assinatura do contrato |
Jurídico + Financeiro |
1–2 semanas |
|
Processo de migração (CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e distribuidora) |
Serena Energia |
6 meses |
|
Início da economia |
A partir da 1ª fatura pós-migração |
2. Renegociar contratos com fornecedores
Renegociar contratos de fornecimento reduz o impacto da inflação sobre o CPV. Muitos contratos firmados em períodos de menor pressão inflacionária trazem cláusulas de reajuste automático que corroem margens de forma silenciosa.
O ponto de partida é mapear todos os contratos com reajuste anual e identificar quais indexadores estão em uso. Em seguida, a equipe de compras ou o controller negocia cláusulas de teto de reajuste, descontos por volume, condições para antecipação de pagamento e diversificação de fornecedores para reduzir dependência.
A inclusão de cláusulas de revisão semestral reduz o risco de surpresas no segundo semestre de 2026.
3. Otimizar o ciclo de conversão de caixa
Reduzir o ciclo de conversão de caixa libera capital de giro sem necessidade de crédito adicional, o que é relevante em um ambiente de juros elevados. Esse ciclo mede o tempo entre o desembolso com insumos e o recebimento das vendas.
As alavancas práticas incluem negociar prazos de pagamento mais longos com fornecedores (DPO), reduzir o prazo médio de recebimento de clientes (DSO) com descontos por antecipação e revisar estoques para eliminar itens de baixo giro.
Empresas que monitoram essas métricas mensalmente identificam gargalos com antecedência e reduzem o risco de problemas de liquidez.
Calcule o impacto no seu capital de giro ao fixar o custo de energia e liberar recursos que hoje estão presos em oscilações tarifárias.
4. Gestão de estoques por demanda real
Alinhar estoques à demanda real libera capital e reduz custos de armazenagem. Estoques superdimensionados imobilizam recursos e ampliam despesas que crescem com a inflação.
Para liberar esse capital parado, a empresa deve adotar modelos de reposição baseados em demanda real, com revisão mensal dos pontos de pedido, que ajustam os níveis de estoque ao consumo efetivo e melhoram o giro do ativo circulante.
Aqui, ferramentas de planejamento de demanda integradas ao ERP permitem ajustes rápidos diante de sazonalidades.
5. Precificação orientada a valor
Rever a forma de precificar protege margens em cenários inflacionários. Empresas que definem preços apenas com base em custos tendem a absorver a inflação nas margens.
A transição para a precificação orientada a valor exige quantificar os benefícios entregues ao cliente, como redução de tempo, aumento de produtividade e menor risco, e estruturar ofertas em camadas, como básico, intermediário e avançado, para capturar diferentes disposições a pagar.
Modelos em camadas elevam o preço médio de venda ao deslocar a conversa de custo para resultado.
6. Eficiência operacional e redução de desperdícios
Melhorar a eficiência operacional reduz o custo por unidade produzida sem cortes de capacidade. A revisão sistemática de processos, com mapeamento de fluxos, eliminação de retrabalho e automação de tarefas repetitivas gera ganhos diretos.
O foco deve recair sobre processos com maior custo variável, em que a inflação de insumos tem impacto mais forte. Indicadores de OEE (Overall Equipment Effectiveness) e custo por ordem de produção servem como um ponto de partida objetivo para priorizar intervenções.
7. Diversificação da base de fornecedores
Diversificar a base de fornecedores aumenta o poder de negociação e reduz riscos. A concentração de compras em um único parceiro cria dependência e pode resultar em preços menos competitivos e risco de desabastecimento.
A construção de uma base com pelo menos dois fornecedores qualificados para cada insumo crítico aumenta a competição e reduz o risco operacional. O processo de qualificação de novos fornecedores precisa ocorrer de forma contínua, e não apenas em momentos de crise.
8. Instrumentos de proteção financeira
Usar instrumentos financeiros adequados reduz a exposição a oscilações de câmbio e de preços de commodities. Empresas com insumos cotados em moeda estrangeira ou em bolsas de commodities podem travar custos futuros com contratos a termo, opções e swaps.
A decisão de usar esses instrumentos deve envolver o CFO, o tesoureiro e, quando necessário, uma consultoria especializada. A política financeira da empresa precisa definir limites claros de exposição e critérios para contratação.
Verificação de resultados
Monitorar resultados de forma contínua mostra se o playbook está protegendo as margens. As métricas recomendadas para acompanhamento mensal são:
-
Variação do custo de energia: comparação entre o custo contratado no mercado livre de energia e o que seria pago no mercado cativo, incluindo bandeiras tarifárias.
-
Previsibilidade orçamentária: desvio entre o custo de energia orçado e o realizado, que tende a zero no mercado livre de energia com preço fixo.
-
Ciclo de conversão de caixa: evolução mensal de DSO, DPO e dias de estoque.
-
Margem operacional por linha de produto: impacto das ações de precificação e eficiência sobre o resultado.
-
Exposição a reajustes contratuais: percentual do CPV sujeito a reajuste automático nos próximos 12 meses.
Solicite um estudo de viabilidade gratuito para entender o impacto da migração para o mercado livre de energia no orçamento da sua empresa.
Perguntas frequentes
Minha empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia mesmo com consumo baixo?
Sim. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, ou seja, pertencente ao Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. Não existe consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo para o cliente.
Quanto tempo leva a migração e quem cuida do processo?
O processo de migração leva cerca de 6 meses, prazo determinado pelo aviso prévio exigido para encerramento do contrato com a distribuidora.
A Serena Energia assume todas as etapas, como registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação do sistema de medição e comunicação com a distribuidora, sem custos extras. Quanto antes a empresa iniciar, mais cedo começa a economizar.
A migração para o mercado livre de energia representa algum risco de interrupção no fornecimento?
Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua obrigada a entregar a eletricidade na unidade consumidora e a manter a qualidade e a estabilidade da rede. A única mudança é o fornecedor de quem a empresa compra a energia.
A Serena Energia possui lastro robusto para cobrir 100% do consumo contratado.
Como o preço fixo no mercado livre de energia protege o orçamento contra as bandeiras tarifárias?
No mercado livre de energia, o preço da energia é acordado antecipadamente em contrato de longo prazo. As bandeiras tarifárias, que encarecem a conta no mercado cativo em períodos de escassez hídrica, não afetam o custo da energia contratada. O resultado é previsibilidade no planejamento financeiro, independentemente das condições dos reservatórios.
O que são os I-RECs e por que são relevantes para empresas com metas de ESG?
O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede.
Ao contratar energia com a Serena Energia, a empresa recebe I-RECs correspondentes ao seu consumo, o que permite declarar que seu consumo de eletricidade é 100% renovável.
Esse documento é reconhecido internacionalmente e é uma das principais ferramentas para zerar as emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade.
Inicie a migração para o mercado livre de energia com o suporte da Serena Energia.
Resumo das principais ações
O playbook de 8 ações para proteger margens em 2026 começa pela tática de maior impacto e menor complexidade operacional, que é fixar o custo de energia no mercado livre de energia, e avança para medidas complementares de fornecedores, caixa, estoques, precificação, eficiência, diversificação e proteção financeira.
A combinação dessas ações cria uma estrutura de custos mais previsível e resiliente, independentemente do comportamento da inflação ao longo do ano.
Para empresas do Grupo A, de média e alta tensão, a migração para o mercado livre de energia com a Serena Energia representa um ponto de partida direto: migração gerenciada sem custo adicional, preço fixo contratado, uma única fatura de energia, I-RECs incluídos e um consultor dedicado ao acompanhamento do contrato.
Com clientes como Heineken, Cargill e Bayer, a Serena Energia entrega previsibilidade orçamentária e sustentabilidade em um único contrato.


