Dados de custos médios por setor: benchmarks de CMV e CPV

Dados de custos médios por setor: benchmarks de CMV e CPV

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Principais lições deste artigo

  • Usar benchmarks de CMV/CPV por setor ajuda a identificar oportunidades de redução de custos e avaliar a eficiência operacional da empresa.

  • Considerar a energia elétrica como parcela relevante do CMV/CPV em setores intensivos, como manufatura e alimentos, é essencial porque esse item impacta diretamente a margem bruta.

  • Migrar para o mercado livre de energia permite tratar o custo de eletricidade como uma linha mais previsível e controlável do orçamento, reduzindo oscilações tarifárias do mercado cativo.

  • Comparar a estrutura de custos interna com referências setoriais orienta a priorização de ações de redução de despesas, sobretudo quando a energia elétrica está acima da média do setor.

  • Empresas que desejam reduzir custos com energia e avançar em metas de sustentabilidade podem contar com a expertise da Serena Energia. Fale conosco para uma análise personalizada.

Por que benchmarks de custos médios importam em 2026?

Comparar a estrutura de custos interna com referências setoriais permite identificar onde a empresa está acima da média do setor e quais linhas de custo oferecem maior potencial de redução.

A energia elétrica ocupa uma posição particular nessa análise. Ao contrário de matérias-primas com preço atrelado a commodities globais, o custo da eletricidade pode ser gerenciado por meio da escolha do modelo de contratação.

No mercado cativo, as empresas compram energia com custos regulados pela ANEEL, sujeitos a reajustes periódicos e bandeiras tarifárias. No mercado livre de energia, é possível negociar preço, prazo e volume diretamente com fornecedores, o que torna essa despesa mais controlável no orçamento.

Em 2026, a abertura do mercado livre de energia está consolidada para consumidores do Grupo A, empresas com fornecimento em média e alta tensão. Esse movimento ampliou o acesso a esse tipo de gestão de custos para um número maior de empresas brasileiras.

Conceitos de CMV, CPV e CSP

Alinhar os conceitos de CMV, CPV e CSP facilita a leitura dos benchmarks e a comparação com a realidade da empresa.

O Custo da Mercadoria Vendida (CMV) representa o custo direto associado à produção ou à aquisição dos produtos comercializados por uma empresa. Essa métrica é comum em empresas industriais e de varejo para medir a eficiência produtiva em relação à receita gerada.

O Custo do Produto Vendido (CPV) é um termo equivalente ao CMV, usado com frequência em contextos industriais e manufatureiros. Ele descreve os custos de fabricação dos produtos vendidos, incluindo matéria-prima, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação, entre eles a energia elétrica.

O Custo do Serviço Prestado (CSP) é o equivalente funcional do CMV/CPV para empresas de serviços. Ele inclui custos diretamente relacionados à entrega do serviço, como mão de obra especializada, infraestrutura tecnológica e, em setores como saúde e logística, os custos de energia das instalações operacionais.

A energia elétrica integra o CPV/CMV quando está diretamente vinculada ao processo produtivo, como em fornos industriais, câmaras frigoríficas ou linhas de montagem. Quando está associada à infraestrutura de suporte, a classificação passa a ser despesa operacional, OPEX.

Em ambos os casos, a energia pode representar uma parte relevante das despesas totais da empresa.

Tabela consolidada de CMV/CPV por setor no Brasil

Usar a tabela a seguir como referência ajuda a identificar se a empresa opera acima ou abaixo da média setorial em termos de CMV/CPV como proporção da receita líquida. Um CMV/CPV significativamente superior ao benchmark indica espaço para reduzir custos, em especial em linhas controláveis, como a energia elétrica.

Apenas o setor de Alimentação e Bebidas apresenta valores numéricos específicos, pois há dados consolidados disponíveis. Nos demais setores, a variação interna é ampla e depende do subsegmento, o que exige análise mais detalhada por tipo de operação.

Setor

CMV/CPV típico (% da receita líquida)

Característica predominante

Alimentação e Bebidas

28%–40%

Alta intensidade de insumos e energia no processo produtivo

Manufatura Industrial

Varia por subsegmento

Energia como custo direto de fabricação relevante

Varejo

Varia por subsegmento

Custo de mercadoria dominante, energia concentrada em OPEX

Serviços

Varia por subsegmento

Mão de obra como principal componente do CSP

Saúde

Varia por subsegmento

Equipamentos e infraestrutura com alta demanda energética

Logística e Transporte

Varia por subsegmento

Combustível e energia elétrica em armazéns e centros de distribuição

Fontes de referência para estruturas de custo setorial no Brasil incluem os relatórios de competitividade industrial da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e as demonstrações financeiras consolidadas de empresas listadas na B3, que permitem extrair médias setoriais a partir de dados públicos auditados.

Custo de energia elétrica dentro do CMV/CPV por setor

Dentro das faixas de CMV/CPV apresentadas na tabela anterior, a energia elétrica representa um componente com peso diferente em cada setor, conforme a intensidade energética do processo produtivo ou operacional.

Em setores de manufatura intensiva, como cimento, papel e celulose, metalurgia e alimentos processados, a energia elétrica é um insumo direto de produção e integra o CPV de forma explícita.

Nesses casos, variações tarifárias afetam diretamente a margem bruta. A indústria brasileira apresenta alto consumo de energia elétrica, com setores como alimentos e bebidas e papel e celulose com forte dependência energética por unidade produzida.

Em setores de serviços, saúde e logística, a energia elétrica tende a ser classificada como OPEX, mas pode representar uma parte relevante das despesas operacionais totais. Esse é o caso de hospitais, data centers, armazéns refrigerados e centros de distribuição.

Tratar o custo da energia elétrica como fator estratégico de competitividade é essencial para empresas industriais no Brasil, pois esse item influencia a capacidade de exportação e a formação de preços no mercado interno.

Oscilação tarifária no mercado cativo versus previsibilidade no mercado livre de energia

No mercado cativo, as tarifas são reajustadas periodicamente pela ANEEL e recebem acréscimos por meio das bandeiras tarifárias, que refletem as condições dos reservatórios hidrelétricos.

Esse mecanismo torna o planejamento orçamentário mais incerto, pois o custo da energia pode variar de um mês para o outro sem que a empresa tenha controle sobre o fator que gerou a variação.

No mercado livre de energia, os contratos são negociados bilateralmente entre a empresa consumidora e o fornecedor. O preço é acordado antecipadamente, em geral, por períodos de três a cinco anos.

A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, com fios, postes e infraestrutura de distribuição sob sua gestão. O que muda é a origem comercial da energia e o modelo de precificação.

Essa estrutura permite que diretores financeiros e controllers tratem o custo de energia como uma linha mais estável no orçamento de longo prazo, com menor necessidade de provisões para variações tarifárias.

Como migrar para o mercado livre de energia em 2026?

Empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, podem migrar para o mercado livre de energia. Não há exigência de consumo mínimo além desse enquadramento tarifário.

O processo segue etapas encadeadas. A empresa inicia com uma análise de viabilidade baseada nas faturas de energia e no perfil de consumo, que indica se a migração é financeiramente vantajosa e orienta a escolha do fornecedor.

Com a viabilidade confirmada, a empresa formaliza o contrato com o fornecedor, o que aciona a etapa regulatória, que inclui o registro junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a adequação do sistema de medição e a notificação à distribuidora.

A distribuidora exige um prazo de 6 meses para encerrar o contrato vigente e, somente após esse período, a empresa passa a operar no mercado livre de energia.

A Serena Energia conduz esse processo de forma gerenciada, sem custo adicional para o cliente, incluindo a instalação dos equipamentos de medição necessários. Após a migração, a empresa passa a receber duas faturas mensais, uma referente à energia contratada e outra à distribuição, e conta com um consultor dedicado para acompanhamento contínuo.

Exemplos práticos de cálculo de CMV e comparação com benchmarks

Uma indústria alimentícia com receita líquida de R$ 10 milhões mensais e CMV de R$ 5,5 milhões apresenta índice de 55%, dentro da faixa de referência do setor. Se a energia elétrica integra o CPV como custo direto de produção e seu valor mensal é relevante, qualquer redução nessa linha melhora a margem bruta.

Um operador logístico com receita de R$ 8 milhões e CPV de R$ 5,6 milhões opera com índice de 70%, no limite superior da faixa setorial.

Nesse contexto, a energia elétrica dos armazéns e centros de distribuição, classificada como OPEX, representa oportunidade de redução de despesas que não altera o CPV diretamente, mas melhora o resultado operacional.

Uma empresa de serviços de saúde com receita de R$ 6 milhões e CSP de R$ 2,7 milhões opera com índice de 45%. A energia elétrica dos equipamentos médicos e da infraestrutura hospitalar, embora classificada como OPEX, pode representar parte relevante das despesas totais e sua gestão ativa contribui para a sustentabilidade financeira da operação.

Em todos os casos, a comparação com benchmarks setoriais mostra se a estrutura de custos está alinhada com a média do setor ou se há espaço para redução em linhas específicas, incluindo a energia elétrica.

Sustentabilidade e certificados de energia renovável

Migrar para o mercado livre de energia com um fornecedor de fonte renovável adiciona uma dimensão estratégica além da financeira, pois permite zerar as emissões de Escopo 2, que correspondem às emissões indiretas do consumo de eletricidade.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é o instrumento padrão para essa comprovação. Para cada MWh consumido de fonte renovável, um certificado rastreável é emitido, documentando a origem limpa da energia desde a geração até o consumidor final.

Esse documento tem reconhecimento global e é usado em relatórios de sustentabilidade, auditorias ESG e comunicações com investidores e demais stakeholders.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

A Serena Energia, entre as maiores geradoras de energia eólica e solar das Américas, fornece I-RECs como parte de sua oferta no mercado livre de energia. Desde 2017, a empresa evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂ e diversas empresas utilizam I-RECs para avançar em suas metas de descarbonização.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Próximos passos para avaliar sua estrutura de custos

Mapear o peso da energia elétrica dentro do CMV/CPV ou do OPEX da empresa e comparar esse dado com os benchmarks do setor é o primeiro passo para priorizar ações.

Quando a linha de energia representa parcela relevante das despesas e está sujeita a reajustes periódicos no mercado cativo, a migração para o mercado livre de energia torna-se uma alternativa concreta de redução de custos.

A Serena Energia oferece uma análise de viabilidade sem custo, com base nas faturas de energia da empresa, para projetar a economia potencial e apresentar as condições contratuais disponíveis. A equipe da Serena Energia conduz o processo de migração de ponta a ponta, sem custo adicional ao cliente.

Perguntas frequentes sobre custos médios, energia e migração

O que é CMV e como a energia elétrica se relaciona com ele?

O Custo da Mercadoria Vendida (CMV) representa os custos diretamente associados à produção ou à aquisição dos produtos vendidos por uma empresa.

Em setores industriais, a energia elétrica pode integrar o CMV quando está diretamente vinculada ao processo produtivo, como em fornos, compressores, linhas de montagem ou câmaras frigoríficas.

Quando a energia está associada à infraestrutura de suporte, a classificação passa a ser despesa operacional. Em ambos os casos, o gerenciamento ativo desse custo impacta a rentabilidade da empresa.

Qualquer empresa pode migrar para o mercado livre de energia?

A elegibilidade para o mercado livre de energia depende do enquadramento no Grupo A, que reúne consumidores com fornecimento em média ou alta tensão. Não há consumo mínimo exigido além desse critério.

A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo, com base nas faturas de energia da empresa.

A migração para o mercado livre de energia representa risco para a operação?

A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, com infraestrutura de distribuição, fios e qualidade da rede sob sua gestão. O que muda é o fornecedor comercial da energia e o modelo de precificação.

A Serena Energia conduz o processo de migração, incluindo adequação do sistema de medição e registro junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), sem custo adicional para o cliente.

Como os benchmarks de CMV/CPV por setor podem orientar decisões de gestão de custos?

Comparar o CMV/CPV interno com referências setoriais mostra se a empresa opera acima ou abaixo da média do setor em eficiência de custos.

Quando a linha de energia elétrica contribui para um CMV/CPV acima do benchmark, essa linha se torna candidata prioritária para redução, principalmente porque, ao contrário de matérias-primas, o custo da eletricidade pode ser gerenciado por meio da escolha do modelo de contratação.

O que são I-RECs e por que são relevantes para empresas com metas de ESG?

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado internacional que comprova, de forma auditável, que determinada quantidade de energia foi gerada por fonte renovável e injetada na rede. Para cada MWh consumido de energia renovável, um I-REC correspondente pode ser emitido.

Esse documento é usado para zerar as emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade e é reconhecido por frameworks globais como o GHG Protocol.

A Serena Energia emite I-RECs para seus clientes no mercado livre de energia, o que permite comprovar o consumo de energia 100% limpa para investidores, reguladores e demais stakeholders.