Como reduzir custos na empresa sem perder a qualidade?

Como reduzir custos na empresa sem perder a qualidade?

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Principais lições deste artigo

  • A migração ao mercado livre de energia traz previsibilidade orçamentária ao substituir tarifas reguladas e bandeiras por contratos com preço definido antecipadamente.

  • Empresas do Grupo A podem reduzir custos operacionais sem comprometer a qualidade ao combinar a migração ao mercado livre de energia com práticas de lean manufacturing e automação de processos.

  • O processo de migração exige planejamento com antecedência mínima de 7 a 8 meses e análise detalhada do perfil de consumo dos últimos 12 meses para evitar riscos de subdimensionamento ou superdimensionamento.

  • O monitoramento contínuo de KPIs financeiros, operacionais e de sustentabilidade, aliado a revisões periódicas, mantém e amplia os ganhos ao longo do tempo.

  • Para implementar essas estratégias com suporte especializado e sem custo adicional, entre em contato com a Serena Energia.

Pré-requisitos para começar a jornada

A redução consistente de custos começa com alinhamento entre finanças, operações e sustentabilidade. Cada área contribui com dados e decisões específicas em momentos diferentes do projeto.

Ter documentação energética organizada acelera a análise. A empresa deve reunir faturas de energia dos últimos 12 meses, contrato de demanda vigente com a distribuidora e histórico de consumo mensal em kWh. Esses dados permitem identificar sazonalidades, picos de demanda e o perfil de consumo que orienta a escolha do tipo de contrato no mercado livre de energia.

Para iniciativas de automação, o pré-requisito é mapear processos operacionais mais intensivos em custo ou com maior índice de retrabalho. O value stream mapping analisa cada etapa do processo produtivo, da matéria-prima à entrega final, e identifica ineficiências como tarefas redundantes, atrasos e desperdício de estoque. Esse diagnóstico inicial é o ponto de partida para qualquer projeto de melhoria contínua.

Visão geral do processo em 5 etapas macro

Com os pré-requisitos atendidos, a jornada de redução de custos sem perda de qualidade pode ser organizada em cinco fases conectadas.

  1. Diagnóstico (Passos 1 e 2): levantamento de dados de consumo e mapeamento do perfil de uso para embasar decisões.

  2. Elegibilidade e viabilidade (Passo 3): no caso do fornecimento de energia, confirmação do enquadramento no Grupo A e análise do potencial de economia no mercado livre de energia.

  3. Contratação e migração (Passos 4, 5 e 6): no caso do fornecimento de energia, escolha do fornecedor, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e adequação do sistema de medição.

  4. Implementação de melhorias operacionais (Passo 7): aplicação de lean, automação de processos e renegociação de fornecedores.

  5. Monitoramento contínuo (Passo 7): acompanhamento de KPIs financeiros, operacionais e de sustentabilidade com revisões periódicas.

Cada fase depende da anterior. A migração ao mercado livre de energia, por exemplo, exige que o diagnóstico de consumo esteja concluído para que o contrato reflita a demanda real da empresa.

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Guia com a energia elétrica como exemplo: como reduzir custos sem perder qualidade

Passo 1: verificar a elegibilidade da empresa

Objetivo: confirmar se a empresa pode migrar ao mercado livre de energia.
Ações: verificar se o fornecimento é em média ou alta tensão, ou seja, se a empresa está no Grupo A. Não existe consumo mínimo para a migração, basta o enquadramento no Grupo A.
Responsável interno: gerente de facilities ou controller.
Atenção: empresas com múltiplas unidades devem analisar cada ponto de consumo individualmente.

Passo 2: analisar o perfil de consumo

Objetivo: entender sazonalidades e picos de demanda para dimensionar o contrato corretamente.

Ações: consolidar faturas dos últimos 12 meses, mapear consumo mensal em kWh e identificar meses atípicos. Esse mapeamento permite que o gerente de operações, com suporte do financeiro, dimensione o contrato com mais precisão.
Responsável interno: gerente de operações com suporte do financeiro.
Risco: contratar volume acima ou abaixo do consumo real gera exposição ao mercado de curto prazo (PLD). Por isso, a análise criteriosa do histórico é essencial para reduzir esse risco.

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Passo 3: escolher um fornecedor confiável

Objetivo: selecionar uma comercializadora com solidez financeira, geração própria e suporte técnico completo.

Ações: avaliar histórico do fornecedor, portfólio de clientes, capacidade de geração própria e modelo de gestão oferecido. A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece migração gerenciada sem custo adicional para clientes sob sua gestão, além de contratos com economia em relação ao mercado regulado.
Atenção: fornecedores sem geração própria dependem de compras de terceiros, o que pode representar maior risco de fornecimento.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Passo 4: registrar a empresa na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

Objetivo: habilitar a empresa para operar no mercado livre de energia.

Ações: enviar documentação técnica, jurídica e financeira exigida pela CCEE. A Serena Energia conduz todo esse processo sem custo adicional para o cliente.
Dependência: o registro precisa estar concluído antes do início do fornecimento no mercado livre de energia.

Passo 5: negociar o contrato de energia

Objetivo: definir preço, prazo e volume de energia com previsibilidade orçamentária.

Ações: definir o período de fornecimento, normalmente entre 3 e 5 anos, o volume contratado e as condições de flexibilidade. No modelo varejista, o cliente não compra um volume fixo de energia, fecha o preço e paga pelo consumo realizado multiplicado pela tarifa contratada.
Atenção: contratos de longo prazo com preço acordado antecipadamente reduzem a incerteza das bandeiras tarifárias e permitem planejamento orçamentário mais preciso.

Passo 6: implementar o sistema de medição

Objetivo: adequar os equipamentos de medição às exigências do mercado livre de energia.

Ações: instalar medidores compatíveis com medição horária. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação seguindo o modelo de gestão sem custo adicional para o cliente.
Risco: atrasos na adequação do sistema de medição podem postergar o início da economia. O planejamento antecipado reduz esse risco.

Passo 7: monitorar, ajustar e ampliar as iniciativas de eficiência

Com o sistema de medição instalado e o fornecimento no mercado livre de energia em operação, o foco passa a ser a consolidação e a ampliação dos ganhos.

Objetivo: consolidar os ganhos energéticos e integrá-los a outras iniciativas de redução de custos.

Ações: acompanhar mensalmente o consumo realizado em comparação ao contratado, aplicar técnicas de Lean Six Sigma para eliminar desperdícios operacionais de forma sistemática e automatizar processos administrativos de alto volume. A automação de contas a pagar, por exemplo, reduz custos de processamento manual e melhora a previsibilidade do fluxo de caixa sem comprometer a qualidade dos controles financeiros.
Responsável interno: controller com suporte do gerente de operações e do consultor da Serena Energia.

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Erros comuns e como evitar

Falha no planejamento do prazo de migração: o processo de migração ao mercado livre de energia leva cerca de 6 meses, devido ao prazo legal exigido para encerramento do contrato com a distribuidora. Iniciar o processo sem considerar esse prazo posterga os ganhos financeiros. A recomendação é iniciar a análise de viabilidade com antecedência mínima de 7 a 8 meses em relação à data desejada para início do fornecimento.

Leitura incorreta do perfil de consumo: usar apenas a média anual de consumo sem considerar sazonalidades pode resultar em contrato subdimensionado ou superdimensionado. A análise mês a mês, com identificação de períodos de pico e de baixa demanda, reduz esse risco.

Desalinhamento entre áreas: o engajamento de stakeholders e objetivos claramente definidos são fatores críticos de sucesso em projetos de melhoria operacional. Projetos de redução de custos que envolvem apenas o financeiro, sem participação de operações e sustentabilidade, tendem a gerar resistência e retrabalho.

Ausência de linha de base para comparação: sem dados históricos documentados, a empresa não consegue medir o impacto real das iniciativas. Antes de medir o impacto de qualquer iniciativa de redução de custos, as empresas devem revisar dados existentes para estabelecer uma linha de base de desempenho e definir limites mínimos aceitáveis, metas de melhoria e objetivos ambiciosos.

Como verificar os resultados?

A mensuração dos resultados deve cobrir três dimensões principais: financeira, operacional e de sustentabilidade.

KPIs financeiros: custo de energia por unidade produzida, variação do OPEX mês a mês e economia acumulada em comparação ao período anterior. A Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal na fatura, economia consolidada total, comparativo entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado.

KPIs operacionais: métricas como acurácia de pedidos, tempo de ciclo e giro de estoque permitem identificar melhorias no processo produtivo que reduzem custos sem comprometer a qualidade do produto ou serviço entregue.

KPIs de sustentabilidade: toneladas de CO₂ evitadas no Escopo 2, certificados I-REC emitidos e percentual do consumo coberto por energia renovável certificada.

A cadência recomendada de monitoramento inclui revisões semanais para métricas operacionais, dashboards mensais para visibilidade executiva e revisões trimestrais para ajustes estratégicos. A automação da coleta de dados e o uso de alertas de desvio reduzem erros e mantêm a precisão das informações.

Quer acompanhar esses indicadores em um painel digital integrado à sua conta de energia? Fale com os especialistas da Serena Energia.

Opções avançadas e temas correlatos

Empresas com múltiplas unidades: o modelo varejista da Serena Energia permite contratar energia para diferentes unidades consumidoras, consolidar a gestão em um único fornecedor e simplificar o acompanhamento de resultados por unidade.

Metas públicas de ESG: empresas com compromissos formais de descarbonização podem combinar a contratação de energia renovável com a emissão de I-RECs (International Renewable Energy Certificates) para zerar as emissões de Escopo 2 e créditos de carbono para neutralizar outras fontes de emissão. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Automação de processos administrativos: a integração de automação robótica de processos e inteligência artificial em ciclos de procure-to-pay e order-to-cash gera ganhos de eficiência com manutenção ou melhora da qualidade do serviço, complementando os ganhos obtidos na conta de energia.

Temas correlatos para aprofundamento: gestão de demanda energética, eficiência energética industrial, Lean Six Sigma aplicado a processos de serviços e estratégias de descarbonização para relatórios GRI e CDP.

Perguntas frequentes

Minha empresa precisa ter um consumo mínimo para migrar para o mercado livre de energia?

Não. Não existe consumo mínimo para a migração. Como descrito no Passo 1, o principal requisito é que a empresa esteja enquadrada no Grupo A, com possibilidade de comunhão de cargas em alguns casos. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.

A migração ao mercado livre de energia representa algum risco de interrupção no fornecimento?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela estabilidade da rede. A única mudança é o agente que vende a energia para a empresa. A qualidade do fornecimento físico permanece a mesma.

Quanto tempo leva o processo de migração e quem cuida das etapas burocráticas?

O processo regulatório leva cerca de 6 meses, prazo determinado pelo encerramento do contrato vigente com a distribuidora. A Serena Energia conduz todas as etapas, da notificação à distribuidora ao registro na CCEE, passando pela adequação do sistema de medição até o início do fornecimento, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Como a migração ao mercado livre de energia contribui para as metas de ESG da empresa?

A energia contratada com a Serena Energia é proveniente de fontes eólicas. Para cada MWh consumido, a empresa pode solicitar a emissão de um I-REC (International Renewable Energy Certificate), certificado reconhecido globalmente que comprova o consumo de energia renovável e permite declarar emissões de Escopo 2 zeradas em relatórios de sustentabilidade. A Serena Energia também oferece créditos de carbono para neutralização de outras fontes de emissão.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

O que acontece se a empresa consumir mais ou menos energia do que o volume contratado?

Os contratos preveem uma faixa de flexibilidade. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo (PLD). No modelo varejista da Serena Energia, o cliente fecha o preço e paga pelo consumo realizado multiplicado pela tarifa contratada, sem necessidade de gerenciar um volume fixo de energia. A equipe da Serena Energia acompanha o desempenho mensalmente e apoia o cliente no monitoramento do consumo.

Conclusão

Reduzir custos operacionais sem comprometer a qualidade exige uma abordagem estruturada que combine alavancas de alto impacto.

Para empresas do Grupo A, a migração ao mercado livre de energia é uma das iniciativas com maior potencial de redução de OPEX, pois traz previsibilidade orçamentária por meio de contratos com preço acordado antecipadamente e reduz a exposição às bandeiras tarifárias. Combinada com práticas de lean manufacturing, automação de processos e monitoramento sistemático de KPIs, essa abordagem libera recursos para o crescimento do negócio.

A Serena Energia, com mais de 17 anos de história e portfólio robusto de geração própria de fontes renováveis, oferece migração gerenciada, gestão contínua junto à CCEE e certificação de sustentabilidade, sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Especialistas conduzem o processo do diagnóstico inicial ao monitoramento mensal dos resultados.

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